Em qual fase da vida você está?

A nossa vida não é um jogo de videogame, mas durante ela passamos por diversas fases, e muitas vezes nem percebemos isso. Mas a grande diferença do jogo para a vida é que só temos uma vida, infelizmente.

Algumas pessoas até tentam pular as etapas, buscando atalhos que possam levá-las a algum objetivo de forma mais imediata, mas não adianta, temos que viver (bem) cada fase da vida.

Se voltarmos no tempo, veremos que a fase de sair todos os dias, conhecer gente nova e se arriscar em grandes aventuras, já passou. Vamos chamá-la carinhosamente de “fase da loucura”. O momento agora pode ser outro, ou o que chamamos de “fase da segurança”. Se você tem um dinheiro a mais hoje, vai perceber que é melhor pagar um pouco mais pela segurança ou tranquilidade de um camarote que ficar na loucura da pista. É muito agito, muito barulho, para alguém que alcançou uma certa maturidade.

Como já disse, passamos de fase e nem percebemos. No videogame, quando isso acontece comemoramos, mas na vida real não. Estamos tão imersos na correria do dia a dia que esquecemos de comemorar a nossa evolução (ou involução para alguns). Precisamos perceber o quão importante é reconhecer a atual fase da vida, para não agirmos com infantilidade em determinados momentos, ou sermos apáticos acreditando que a vida está chegando ao seu fim.

Durante a nossa caminhada, as fases da vida nos trazem pessoas e desejos que serão relevantes, mas alguns vão durar somente aquele período, enquanto outras se eternizarão em nossas vidas. Os desejos são líquidos, fugazes e, assim que saciados, não terão mais importância. Quanto às pessoas, as que se foram estavam em outra fase da vida e não por acaso partiram. As que permaneceram fazem parte de algo maior, que eu chamo de “fase do amor”.

Por último, não fique triste ou preocupado se a fase não está boa pra você. É apenas uma fase…e ela sempre passa!

Verdade ou mentira?

Desde muito cedo fomos ensinados a não mentir ou a dizer a verdade…Sempre!

Mas será que é assim mesmo que acontece? Tenho a impressão que não. Mentimos muitas vezes para agradar aos outros. Porque agradando aos outros, eles se tornarão nossos amigos ou pelo menos seremos mais interessantes aos olhos deles. Não importa se for parente, colega de trabalho ou mesmo um desconhecido. Não diremos a verdade!

Há quem diga que existem boas mentiras e mentiras ruins. Se a esposa pergunta ao marido qual a opinião sobre a da roupa que ela acabou de vestir, tem-se duas opções: mentir ou dizer a verdade. “Está legal” é um modo de dizer que está boa, mas que poderia estar melhor. “Não gostei” é mais verdadeiro, porque a roupa pode estar boa, mas ele pode não ter gostado. “Ficou excelente” pode ser um jeito de dizer “Vamos logo, pois já estamos atrasados”.

Ninguém nunca vai saber ao certo se o outro está mentindo ou não, pelo menos naquele momento do diálogo, naquele exato instante. Quem sabe no futuro a mentira vira verdade e vice-versa.

O que sei é que sofremos demasiadamente com a opinião alheia, talvez por isso preferimos a mentira. Alguém dizer que este texto que escrevo é muito bom será um elogio, nada mais do que isso. E não vai alterar a minha vida nem a de quem disse. Mas se alguém fizer críticas mais severas ao texto, porém embasadas, vai me fazer sofrer, porque o que o outro diz me importa.

O que seria ideal? Dizermos sempre a verdade, porque poderíamos ter a certeza de que algo está em desacordo com o que pensamos, sentimos ou agimos. Mas quem poderia definir pra mim o que é a verdade? Alguém pode responder: Deus, porque Ele é o caminho, a verdade e a vida! E quem não acredita em Deus?

Quais são as suas crenças?

Crer é acreditar. É aceitar algo como sendo verdadeiro.

Se atualmente você usa a mesma marca de sabão em pó que sua mãe usava há dez anos, quando ainda morava na casa dela, te dou as boas-vindas ao mundo das crenças.

As nossas crenças possuem, entre tantas origens, três que são consideradas muito importantes. A primeira já demos o exemplo: família. Tudo que somos, fazemos ou pensamos, em grande medida está na forma como nos relacionamos com os familiares. Geralmente acreditamos em (quase) tudo que eles nos disseram e seguimos, muitas vezes, o caminho que nos foi indicado, tenha sido ele bom ou ruim.

A segunda origem de nossas crenças é a escola. Desde muito cedo somos domesticados e socializados. A ordem das carteiras, a figura do professor como autoridade, o desejo por aprender, o respeito aos colegas, a necessidade de ser aprovado e muitas vezes o caminho para a profissão.

A terceira instituição é a igreja. Temos a autoridade do pai em casa, do professor na escola e de Deus na igreja. Aprendemos a seguir os preceitos da religião e nos ensinaram que para sermos boas pessoas devemos obediência a Deus, e também amá-lo acima de qualquer coisa.

A crença é então algo íntimo, individual, pois cada um tem a sua e merece respeito. Quando a crença merece críticas? Quando ela se torna fanatismo e o indivíduo não consegue enxergar outro caminho. Quando questionamos as nossas crenças? Quando encontramos pelo caminho da vida pessoas que não tiveram o privilégio de conhecer seus pais ou ter uma família, que nunca foram “apresentadas” a Deus ou que não “venceram” na vida, e ainda assim, são pessoas de conduta ilibada e que joga por terra as nossas certezas. Como fazer para quebrar as minhas crenças? Se algumas delas te incomodam, que tal começar a estudá-las? O conhecimento surge pela dúvida, pela curiosidade, pela ação e não pelo comodismo. Se eu destruir minhas crenças serei uma pessoa mais feliz? Certamente não. O que você encontrará são explicações, mas nunca certezas.

E se eu me livrar de todas as crenças, enfim serei uma pessoa sábia? A sabedoria também é uma crença, que muitos acreditam praticar.

É bom receber elogios?

A resposta imediata seria “sim”. Quem não gosta de receber elogios?

Para provocar, cito uma frase atribuída a Santo Agostinho, que diz: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”.

Muitas vezes nas organizações, e até mesmo na vida pessoal, gostamos de receber elogios. Eles elevam nossa autoestima e nos trazem a certeza de que realmente somos bons.  Contudo, é preciso ter um olhar mais cético para o elogio, e uma pergunta se torna muito relevante: Quem me elogiou? Familiares, amigos, colegas de trabalho, esposo (a)? É preciso ter cautela, para que o encômio não ultrapasse os limites da vaidade.

Outra pergunta (talvez mais importante que a primeira): por que me elogiam? Quiçá para conseguir algo em troca. Se no meu trabalho, me elogiam porque escrevo bem, certamente alguém irá me solicitar que redija um texto ou documento. Da mesma forma quando recebo um elogio, passo a olhar aquela pessoa de modo diferente, talvez com um pouco mais de carinho e atenção, afinal de contas, ela me elogiou.

Corroboro, portanto, com a ideia de que se me elogiam, de algum modo serei corrompido. Primeiro, porque fui tocado pela vaidade, ao concordar com o elogio. Segundo, porque assentindo ao elogio, mudo o meu modo de relacionar com as pessoas, escolhendo sempre as que me elogiam em detrimento das outras. E por fim, crio a (falsa) expectativa que receber elogios é uma regra e que, portanto, todos os dias devo recebê-los.

Mas em algum momento o elogio nos fará bem? Sim, quando ele for sincero. E isso nós nunca saberemos…

Você já foi minoria?

A pergunta que o título traz é importante, porque nos faz refletir sobre algumas de nossas atitudes no dia a dia.

Se você faz parte de um grupo, seja ele qual for, onde os seus pensamentos, gostos e ideias são compartilhados pela maioria, a convivência se torna muito mais fácil, se não vejamos. A maioria dos seus colegas de trabalho, ou de faculdade, ou familiares, ou amigos, torcem para o mesmo time que você, são adeptos da mesma religião, possuem a mesma orientação sexual, ou pertencem à mesma classe social. Que maravilha! Possivelmente vocês se entenderão bem, pois têm características semelhantes no grupo. Mas e quando você é minoria?

A história mostra que quando se é minoria, o cenário nunca é favorável e o ambiente, seja ele qual for, se torna mais pesado. Imagine você, mulher, dizendo dentro do seu grupo de referência, que não deseja ser mãe. Ser mãe, vale destacar, parece ser uma regra incontestável… para a maioria. Imaginemos então você, homem, dizendo para os seus colegas de futebol, que você é homossexual. Já pensou? Imediatamente surgirá o silêncio e em seguida alguém fará o comentário: “Sem problemas. Somos amigos acima de tudo”. Mas sabemos que não é bem assim. A maioria vai determinar a exclusão da minoria.

Se você fizer um exercício de reflexão agora, descobrirá que em algum momento em sua vida você foi minoria. Vejamos: você não consome bebidas alcoólicas; não gosta de futebol; prefere o silêncio ao barulho; não participa das confraternizações da empresa; é fiel à sua esposa ou esposo; não acredita que o trabalho seja mais importante que sua família; não pensa que deve trabalhar os três turnos para suprir os desejos dos seus filhos; não acredita em Deus; não está nas redes sociais; não compra roupas “de marca”, etc. etc.

Nesse sentido, defendo que o respeito é essencial para a boa convivência, seja no trabalho, na escola, na rua ou mesmo em casa. Ser diferente não é pecado! Cada ser humano é único e não só fisicamente, mas na sua essência.

Portanto, precisamos entender que ser minoria é somente estar em menor quantidade, e não em qualidade. Ser minoria é ser diferente! Simples assim…

Perdoar é esquecer?

Perdão, do latim perdonare, per (completo) + donare (doar). Então quando perdoamos alguém nos doamos por completo a ela? Mas doar-se por completo não seria amar alguém?

Diante das dúvidas, fiz uma viagem no tempo para falar um pouco do tema. Descobri que a memória que tenho sobre a palavra “perdão” vem da igreja. Nas homilias sempre ouvia o padre dizer: “É preciso perdoar”, “é perdoando que se é perdoado”. Não me lembro de ter ouvido essa palavra em casa, na família, no trabalho ou na escola. Perdão pra mim, portanto, sempre teve um viés religioso.

Mas quando você cresce e descobre que a vida precisa ser vivida por você e não pelos outros, tanto o perdão quanto o amor deixam de ser abstratos tornando-se reais. E aí o que acontece? O discurso continua sendo o mesmo, mas a prática muda.

Ouço muita gente dizer: Se você esqueceu o mal que alguém te fez, então você perdoou essa pessoa. Será? Penso que perdoar não é esquecer, porque as pessoas sempre vão lembrar. Comumente recordamos dos bons atos que nos foram proporcionados, mas permanentemente lembramos o que de ruim nos aconteceu. Nessa lógica, se perdoar é esquecer, ninguém perdoa! Mas vivemos numa sociedade onde é bonito dizer que perdoou, principalmente quando esse perdão é divulgado para os outros e não vivido internamente por cada um.

Penso que perdão tem mais a ver com maturidade que com esquecimento. Vejamos então: Se você ama muito alguém e esse alguém te trai, você esquece? Acredito que não. O perdão virá com o tempo, não sendo sinônimo de deslembrança, e sim de amadurecimento. A cicatrização da ferida, portanto, só será completa quando você se maturar e compreender que o remédio não está no outro, mas em você.

Por fim, acredito que perdão e amor são palavras sinônimas e ao mesmo tempo se completam. Drummond em seu poema Amor e seu tempo finaliza com o verso: “Amor começa tarde”. Eu acrescentaria: “Perdão também”.

Você prefere ser ponte ou muro?

Certo dia me fizeram essa pergunta, e eu respondi que preferia ser muro. Eu era muito novo e não sabia quase nada da vida. Hoje continuo não sabendo, mas escolhi ser ponte.

Achava que ser muro era bom, afinal de contas o muro é forte, duro, quase sempre intransponível. Descobri com o tempo que ser muro não é bem assim. O muro impede as pessoas de passarem, de conhecer o outro lado, protege quem está dentro, mas discrimina quem está fora.

Muitos de nós já fomos “muros” em alguns momentos da vida. Com o nosso olhar perfeito, enxergamos a vida sempre do mesmo jeito, ou seja, do nosso jeito. Impedimos que os outros cresçam, que sigam seus próprios caminhos. E se alguém coloca um portão no muro, logo encontramos a chave e o fechamos para que ninguém saia e conheça algo novo.

Quem está dentro não pode sair, e quem está fora não pode entrar. A ideia é não relacionar. Pra que conhecer mais pessoas, gente nova, fazer amigos e descobrir um mundo novo lá fora, se aqui dentro, de trás do muro, tenho todos e tudo que preciso?

Diferente do muro, a ponte liga, une, estreita laços, encurta distâncias, permite o encontro, o abraço. Ser ponte é ajudar, é dar a mão ao outro, atravessar o caminho e descobrir coisas novas do outro lado. “Mas do outro lado pode não haver coisas novas”, diz o pessimista. “Mas só vamos descobrir se atravessarmos a ponte”, rebate o otimista.

Pode ser que do outro lado não exista uma nova vida, mas ao sermos ponte talvez encontremos uma nova forma de enxergar a vida, um novo olhar para o mundo, para as pessoas.

Contudo, ser ponte não é fácil. É preciso ter uma estrutura forte, muito mais forte que a do muro. Quando você é ponte, precisa suportar o peso das dores, dos preconceitos, do achismo, de tudo!

Ser muro é mais fácil, sem dúvidas. Porque quando você é muro, o “eu” está no centro de tudo, pois não tem o outro. Na outra margem está a ponte, de difícil travessia, pois traz insegurança e medo, mas é lá que o “nós” faz sentido. Talvez essa seja a grande diferença entre ser líder e ser chefe.

Por que gostamos de rotina?

“Saia da rotina” ou “Muda de vida” são as frases preferidas de alguns palestrantes e escritores que tentam trabalhar a motivação das pessoas. Como se fosse fácil acordar um belo dia e dizer: “Hoje vou mudar de emprego” ou “A partir deste momento serei outra pessoa”. O máximo que você vai conseguir mudar no mesmo dia é o seu visual, pintando ou cortando o cabelo, ou quem sabe se vestindo de modo diferente do habitual.

Não mudamos porque, na maioria das vezes, isso vai nos trazer um grande gasto de energia. Como digo há muito tempo, “mudar dói”, e nós não gostamos de sofrer. Para quem já mudou de casa, por exemplo, sabe o quão ruim é mudar, mesmo sabendo que vai ser para um bairro melhor, um apartamento mais amplo ou mesmo uma cidade maior. Quando você pensa em mudar, de imediato surgem: a pintura da casa antes de entregá-la, o preço do frete para realizar a mudança, o cansaço em desmontar tudo, seus bens danificados durante o trajeto, seu cansaço em montar tudo de novo, adaptar-se ao novo espaço, aos vizinhos etc. etc. etc. A rotina é bem melhor. Por isso, prefiro continuar morando aqui!

Imagine que você trabalhasse em cinco empresas diferentes durante a semana (consultoria, por exemplo). Na segunda-feira seria um caminho para chegar ao trabalho, na terça outro, na quarta você teria que acordar mais cedo, pois a distância é maior, na quinta seria numa cidade vizinha, na sexta você poderia ir a pé. Isso sem falar nas pessoas diferentes em cada empresa, nos problemas, nos horários, enfim, viver todo dia algo diferente não é muito agradável, pelo menos para a maioria.

O que a gente gosta mesmo é de rotina. Dá menos trabalho! O mesmo caminho, o mesmo horário, o mesmo chefe, os mesmos colegas, o mesmo horário para lanchar e para almoçar. Aí se a rua pela qual você passa está interditada, se o pneu do seu carro fura, se o seu chefe foi demitido, você perde o rumo, fica à deriva e muitas vezes de mau humor.

Se você até aqui não se convenceu de que a rotina é mais interessante que a mudança, pense porque você frequenta sempre o mesmo supermercado, o mesmo salão de beleza ou o mesmo consultório médico. Porque no supermercado você já sabe onde estão localizados todos os itens de sua necessidade. Porque no salão de beleza, as funcionárias já conhecem os seus gostos; porque o médico já te conhece, principalmente as suas doenças. Tudo fica mais fácil ou menos cansativo…

Como se pode ver, mudar dá trabalho, consome calorias e traz sofrimentos!

No entanto, aviso que este texto não é uma apologia da rotina e sim a proposta de um novo olhar para a mudança.

Para que servem as gavetas?

“Para guardar coisas”, responderia o mais apressado. Se a pergunta tivesse apenas uma resposta, o texto acabaria aqui e não teria sentido refletir sobre gavetas, ou sobre coisas.

Contudo, o problema não são as gavetas nem tampouco as coisas, mas a nossa ação de guardar. Abra uma gaveta de sua cômoda, do seu criado, do seu guarda-roupas, e verá que há sempre algo nelas: coisas, papeis, objetos, roupas, e talvez algo de que nem se lembrava mais.

Quando abrimos as gavetas muitas vezes nos deparamos com objetos estranhos, que parecem não fazer mais sentido, sem uso, utilidade ou qualquer importância. E então voltamos no tempo e revemos esses objetos quando ainda nos eram úteis ou significavam algo relevante em nossas vidas.

Neste momento alguém encontrou uma avaliação da época de faculdade e viu uma nota 10 no papel. Sorriu. Lembrou-se de quando foi feliz ao realizar aquele teste, do quanto foi elogiado (a), dos professores, da turma, das aulas, dos bons momentos… A memória foi despertada e uma certa nostalgia apareceu, afinal de contas, aquilo era passado e as vitórias de ontem não apagaram o fracasso de hoje. Um acadêmico excelente, um profissional medíocre…

O comprovante da conquista é então novamente recolocado na gaveta, para que futuramente as reminiscências retornem, trazendo consigo a falsa esperança de que algo vai mudar.

Do outro lado da cidade, um outro alguém abre sua gaveta e nela encontra uma blusa, que parece ter o cheiro de alguém especial, ainda que racionalmente saiba que o cheiro está na sua mente e não na roupa. A blusa está lá, intacta, assim como os brincos, os sapatos e as fotos. Todos guardados cuidadosamente, como se esperasse uma visita ilustre. Mas ela não vem!

As gavetas são assim, cheias de coisas e de sentimentos, mas vazias de atitudes.

Não gosto de gavetas! Elas guardam o nosso passado!

Como saber que fiz a escolha certa?

Antes de responder a pergunta, é preciso fazer outra: o que é certo ou errado?

Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas, da roupa que vamos vestir para ir ao trabalho até mesmo se queremos continuar nesse trabalho. E aí surge a tensão, a angústia, o sofrimento. Decidir!

O cis da palavra decisão já mostra a importância de tomá-la: cortar. Quando tomo a decisão corto algo, em benefício do restante que deve ser melhor. Jogo fora uma parte e permaneço com a outra. Decidir é isso! Fazer escolhas, optar por um e não pelo outro.

A escolha tem muito a ver com o seu estilo de vida, com autoconhecimento, com quem você é, o que pensa, o que você (e não os outros) acredita ser importante na vida. É mais ou menos assim: eu escolho morar num apartamento pequeno em vez de morar numa casa com jardim, porque viajo muito, porque não gosto de receber as pessoas em meu lar, porque tenho poucos móveis, porque pra mim menos é sempre mais. Pronto! Tomei a decisão de acordo com o meu estilo de vida, conforme as minhas necessidades.

Antes de continuar a ler o texto, tente compreender o seguinte: o que é certo pra mim pode não ser certo para você. Simples assim! Dessa forma, escolher exige opções e dentre elas, talvez apenas uma seja possível. Veja o exemplo: alguém recebeu uma proposta profissional excelente, mas deverá morar em outra localidade, deixando a família e amigos. Qual a escolha?

Quando você se conhece, mesmo não sendo uma boa pessoa (e você nunca vai aceitar isso), já sabe a decisão que será tomada. Ora, se o dinheiro é importante pra mim, se meu lado profissional é mais relevante que o pessoal, certamente aceitarei a proposta. O que pesa então? A opinião dos outros. Mas quem são os outros? O quão eles são importantes pra mim? Mais uma vez as respostas são suas, estão dentro de você.

Mais importante que a escolha são as atitudes após ela ser feita. O seu comprometimento com aquilo que decidiu vai te trazer a certeza da decisão tomada. Esqueça, retire do seu dicionário a partícula “se”, pois ela não existe. Se você tivesse escolhido outro caminho, certamente as dúvidas também estariam pairando sobre sua cabeça.

Por fim, entenda que você deve se sentir abençoado por poder fazer escolhas, sejam elas boas ou ruins. Agradeça todos os dias por ser livre!