Formei. E agora?

Colar grau. Formar-se. Finalizar o curso superior. Três frases importantes que definem o fim de um ciclo. Tudo é festa e muita alegria. Mas e depois?

Bem, depois é um pouco diferente. Realizar o curso superior durante quatro ou cinco anos não é uma tarefa fácil, especialmente quando o acadêmico leva o curso a sério, estuda, pesquisa, participa de atividades extraclasse, se envolve em projetos e se dedica prioritariamente à faculdade.

Não foi o meu caso, e de tantas outras pessoas, que por motivos diversos, não se dedicaram mais ao período de formação superior. Mas isso tem importância? Até certo ponto sim. E a palavra-chave é “socialização”. Quando você se dedica a algo, costuma ser bom naquilo, torna-se referência, conhece pessoas, ajuda outras, é procurado, indicado, elogiado, e, sabendo enxergar oportunidades, conseguirá pavimentar o seu caminho pós-faculdade.

Pois bem, chegamos ao ponto básico que queria abordar. Estar na faculdade, independente da modalidade, se Educação à distância ou Presencial, não vai fazer do acadêmico um potencial profissional com excelência. Só se dedicar aos estudos, também não, a não ser que o seu foco seja a aprovação num concurso público. Mais que estudar, é preciso relacionar.

Festas, encontros, passeios, gincanas, visitas técnicas, futebol no final de semana, grupos de estudos, tudo isso acaba desembocando num único lugar – relacionamentos. Rede de contatos, networking, grupos, equipes, não importa muito o nome, a diferença de quem quer se dar bem profissionalmente, mormente após o ciclo acadêmico, é conhecer e gostar de pessoas.

É óbvio que, durante os anos em sala de aula, muitos de nós não nos preocupamos com o futuro, pois ele parece bem distante. Além disso, é preciso viver uma fase de cada vez, ou como dizia o procrastinador: “Depois que eu me formar, penso no que vou fazer”. E é aí que mora o perigo.

O primeiro sintoma sentido no pós-formatura é o medo. Por que muitas vezes você se forma, mas não está preparado para isso. Perguntas do tipo: O que eu sei? O que eu aprendi? Por onde começar?; todas elas soam como um alerta a principal delas: E agora?

Quando só se estuda, compromissos podem ser adiados, uma aula pode ser matada, nada de muito grave acontecerá. Quando se trabalha, as coisas mudam. Faltar o trabalho pode ocasionar demissão. O descompromisso pode gerar conflitos. Muitos não estão preparados para os desafios, para o novo ciclo, um ciclo que exigirá maiores responsabilidades; afinal de contas, deixamos de ser estudantes para nos tornarmos trabalhadores.

No entanto, não há fórmulas ou receita de bolo para se ter sucesso profissionalmente após um longo período de estudos. O que fazer então? A dica vem de Yuval Harari, autor do famoso livro Sapiens: uma breve história da humanidade. A chave para o sucesso da humanidade foi – e continua sendo – a cooperação entre as pessoas. E ser cooperativo é importante não só durante o período acadêmico, mas por toda a vida.

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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