Qual é o seu problema?

Todos temos problemas. Isso é algo inquestionável. A complexidade do problema está no olhar de quem vive a adversidade.  Nesse raciocínio, o meu problema sempre vai ter um grau menor de resolubilidade que o do outro, ou seja, as chances dele ser resolvido num curto espaço de tempo são menores.

Há pessoas que conseguem resolver bem os seus problemas, principalmente porque assumem que eles são seus. Outras nem tanto. Aquele velho costume de dizer que o problema é seu, mas que foi criado pelo outro, é bastante comum nesse tipo de pessoa. O vitimismo ou o coitadismo é prática comum para eles.

As empresas nos pagam para resolver seus problemas. Bons empregados resolvem os problemas da empresa em momentos específicos. Ótimos empregados encontram soluções duradouras ou até mesmo fazem com que o problema não aconteça mais. Excelentes empregados não deixam que os problemas aconteçam, porque usam efetivamente as ferramentas de planejamento.

Achar que somente o outro tem problema, é também um problema, porque você deixa de viver a sua vida, para viver a vida do outro. A máxima que a grama do vizinho é mais verde é um bom exemplo. Se a grama dele é mais verde, pode ser um sinal de que ele cuida melhor da grama, resolvendo o seu problema.

O problema maior de se resolver um problema é quando nós mesmos o criamos em nossa mente. Não receber um alto salário no mês não é um problema, quando você tem a consciência de que você não está ganhando pouco e sim gastando muito. É comum criarmos problemas para nós mesmos, como por exemplo, viver a nossa vida no passado ou no futuro. Não sei se o amanhã me espera e tampouco não conseguirei corrigir os erros do passado. Portanto, o que nos resta é viver o presente.

O autoconhecimento nos ensina que ao olharmos para dentro descobriremos o nosso verdadeiro eu. E se eu sei que eu não gosto de trabalhar naquela empresa ou estudar naquela faculdade, porque não me identifico nem com o trabalho nem com o curso que faço, estou arranjando um grande problema para mim. De que gosto? O que me traz alegria ou paz de espírito? O que tenho facilidade em fazer? Encontrar essas respostas nos ajudará a imaginar o caminho que deverá ser percorrido.

Problemas todos nós vamos ter, do início ao fim da vida. A questão crucial é como vamos lidar com eles. Se virarmos as costas, ele vai continuar lá e um dia nos chamará. Se fingirmos que ele não existe, pode aumentar de tamanho e depois se tornará de difícil resolução. A saída é enfrentá-lo. Primeiro entendendo que o problema é seu ou da sua mente. Segundo, que a resolução deles é o que comumente chamamos de experiência.

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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