Quando tomar uma decisão?

Decisões são sempre difíceis de serem tomadas. Muitas vezes não sabemos a hora, o dia ou o momento certo para tomá-las. Mas será que esse momento certo existe?

A primeira palavra que me vem à mente quando penso em tomar uma decisão é cansaço. Quando você está cansado da vida que está levando, do emprego que tem, do relacionamento maçante, ou de qualquer outra situação na qual lhe traz insatisfação, a decisão parece estar mais próxima ou ser mais clara.

No entanto, há decisões que são mais importantes que outras, mas que ainda assim nos tomam tempo. Decidir qual roupa usar para ir trabalhar ou para ir a uma festa pode não ser muito relevante, mas a forma como você vai pensar sobre essa decisão é importante. Se escolher a roupa a partir do que você gosta, ótimo. Se escolhê-la pensando na opinião alheia, talvez as consequências da decisão irão te importunar.

Tomar decisões implica obviamente em consequências. E se você as toma sem pensar nelas, pode vir a sofrer. Se decido sair do meu emprego, porque acredito que a empresa vai falir e meses depois ela não quebra, e pelo contrário, se torna uma das melhores organizações no mercado, o meu pensamento será: “tomei a decisão errada”.

Mas existe decisão certa e decisão errada? Acredito que não. O único erro que vejo em decisões é o já citado anteriormente, tomá-las pensando no ambiente externo e não naquilo que você acredita ou sente. Quando decido deixar meu emprego, é porque ele não mais me agrada, sejam as atividades que realizo, seja o ambiente de trabalho, ou ainda, quando verifico que há outras possibilidades ao meu redor, que podem me trazer maior satisfação.

Embora as decisões sejam importantes, muitas pessoas se abdicam delas, e esperam que o ambiente externo ou alguém promovam as mudanças. Em vez de pedir demissão, espero ser demitido. Em vez de terminar o relacionamento, espero que o outro tome a iniciativa. Ainda que seja cômodo para alguns essa inação, ela pode trazer também consequências negativas devido ao fato das mudanças terem acontecido de forma abrupta e sem planejamento. Ouvir um “não” inesperado é desagradável e pode trazer efeitos com os quais você terá dificuldades em lidar.

É imperativo, portanto, que mudemos a nossa forma de pensar em relação à tomada de decisões. Elas sempre nos mostrarão que algo deu certo, mas que algo também deu errado, ou seja, é como uma balança, de um lado os aspectos positivos da decisão, do outro os negativos. Por isso, pensar antes de agir é inevitável. É o que chamamos costumeiramente de prudência. Mas cuidado, pois quando há excesso de prudência, o resultado pode ser a covardia.

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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