Estamos preparados para envelhecer?

Fugimos dessa pergunta, assim como fugimos da velhice ou para os mais otimistas “a melhor idade”. Ninguém quer envelhecer! Talvez por isso que a indústria de cosméticos fature tão alto a cada ano, assim como o número de cirurgias plásticas tem crescido exponencialmente nas últimas décadas.

O problema não é envelhecer, porque isso vai acontecer naturalmente, a não ser que você tenha o mesmo DNA de Dorian Gray, personagem de Oscar Wilde. O “como” envelhecer parece ser o xis da questão.

De início é importante pontuarmos que nós (brasileiros) não temos muito o hábito de pensar na velhice. Como é algo muito distante, vamos deixando o assunto pra depois…bem depois. E muitas vezes nos assustamos quando a senilidade nos toca.

Durante o caminho de nossas vidas, alguns sinais nos aparecem: dificuldade em manter o peso, pois o metabolismo reduz; maior quantidade de idas ao médico, que por consequência aumenta também o número de medicamentos consumidos; dores constantes no corpo, enfim, problemas antes inexistentes e que agora são recorrentes.

Não há como fugir dessa realidade! A solução (se é que há uma) pode estar no presente, para que o nosso futuro seja menos doloroso. Alimentação saudável, atividades físicas regulares e boas noites de sono costumam ser essenciais, segundo os estudiosos. Mas como ainda falta muito tempo, não nos preocupamos com isso, nem nos interessamos por esse tipo de conversa.

Outro ponto fundamental é a sua mente. Ter levado uma vida sem amarguras, decepções, desilusões, sem caça aos culpados pelos seus fracassos, faz com que sua velhice seja mais prazerosa ou menos dolorosa. De acordo com alguns cientistas, as pesquisas mostram que a nossa vida no futuro terá estreita relação com o que vivemos no passado. E aqui vale lembrar, não é ficar pensando no passado, porque ele já passou, mas ter bons pensamentos e realizar boas ações no agora, para que o futuro possa ser diferente.

Nesse sentido, é preciso que tomemos decisões acertadas neste momento, porque daqui a dez, vinte ou trinta anos, vamos olhar pra trás e nos perguntar: “Por que não me cuidei melhor”?

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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