Como estamos evoluindo?

A ideia de que estamos sempre em evolução nos anima, pois é combustível para a mudança. Mas nós temos a dimensão dessa evolução? Conseguimos perceber claramente que evoluímos?

Se regressarmos à nossa infância, descobriremos que evoluímos sim; para tanto basta olharmos no espelho e veremos que fisicamente houve uma evolução. Da mesma forma, se olharmos para dentro de nós, enxergaremos um outro ser humano, que certamente não é mais o mesmo, com diversas transformações, com outros defeitos, mas também com virtudes.

Não podemos acreditar que evoluir é sempre bom. Não esqueçamos que doenças também evoluem. Mas a nossa evolução tem que passar por duas palavras essenciais na vida: mudança e adaptação.

A mudança é necessária para que possamos quebrar paradigmas ou crenças que nós mesmos criamos em nossas mentes. “Não tenho jeito pra isso” ou “Jamais pensarei assim” são frases que demonstram os limites que criamos a nós mesmos. Alguém disse que mudar é sempre bom, mas desde que seja com os outros. É por isso que é tão fácil distribuir conselhos aos que nos estão próximos, porque a mudança não será em nós, consequentemente não seremos nós a sofrermos.

A adaptação é a resiliência de que tantos falam hoje. É ir acostumando à mudança, ao novo lugar, a um novo pensamento. A mudança muitas vezes é brusca, e é aí que vamos precisar ser resilientes. Paciência rima com resiliência, que rima com persistência. É preciso ter calma, tranquilidade e muita paz para se adaptar às mudanças, pois assim o sofrimento poderá ser minorado.

No entanto, mais importante que efetivamente mudar ou adaptar-se à mudança, é reconhecer a necessidade de mudança, de evolução. É estar num quarto escuro, mas saber que bem próximo há um interruptor. É descobrir que após cada noite, o dia vai nascer.

Temos uma imensa dificuldade em enxergar a nossa evolução, talvez porque estejamos mais preocupados em lembrar ou reforçar o que de negativo nos aconteceu. Ficamos parados no tempo esperando que as mudanças ocorram, que o mundo evolua, quando nós é quem deveríamos propor a evolução. 

Por onde começar a mudança para evoluirmos? Uma boa dica é lendo. Outra é viajando, pois como já dizia José Saramago: “É necessário sair da ilha para ver a ilha”.

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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