O que te faz sofrer?

Antes de mais nada, esclareço que este texto não faz referência àquelas pessoas que sofrem por algum tipo de doença real, que nasceram com ou adquiriram determinadas patologias, e que por isso encontram-se em sofrimento.

Falo agora de sofrimentos causados por doenças imaginárias, daquelas que poderiam ser evitadas, se tivéssemos mais autoconhecimento, um pouco mais de maturidade ou mesmo se nos embrenhássemos pelas leituras de alguns filósofos.  

Não são necessários muitos exemplos, pois apenas um basta para compreendermos o quão sofremos desnecessariamente e o que é melhor, o remédio e a cura estão dentro de nós.

Vamos ao exemplo para reflexão: alguém te informa que outro alguém disse não gostar de você. Pergunto: Qual a sua reação? Questionará o informante o porquê? Procurará a outra pessoa diretamente para sanar a dúvida? Ficará remoendo esse assunto em casa ou com os amigos? Dormirá pensando no acontecido?

Penso que a maioria de nós sofrerá pensando na situação. Mas qual é a dor? Preocuparmos excessivamente com a opinião alheia. E qual é o remédio? Entendermos que a solução do problema está em nós e não nos outros. Se alguém não gosta de mim, o problema não é meu e sim do outro. Na mesma lógica, ninguém muda ninguém! E as pessoas sofrem com isso…

O pai quer mudar o caminho do filho. A esposa reza para que o marido mude de opinião. O empregador deseja que o empregado mude de atitude. Desejamos que as pessoas se tornem, pensem ou ajam como nós. Olhamos para elas e queremos vê-las como nosso espelho, mas não conseguimos mudá-las. Por isso dói saber que alguém não gosta de mim!

Sugiro então fazermos outro exercício para reflexão: valorizar o que somos e o que temos, apesar dos outros. Quem sabe assim conseguiremos seguir um dos ensinamentos de Shakespeare: “Sofremos muito com o pouco que nos falta e aproveitamos pouco o muito que temos”.

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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