De quanto tempo você precisa?

Tempo é artigo de luxo. Vale muito, muito mesmo, e não tem dinheiro no mundo que possa comprá-lo.

Quando somos crianças não o vemos passar, porque não temos a consciência de que ele existe. Não há responsabilidades, só o lúdico. Na adolescência começamos a descobrir que ele é importante, principalmente quando se espera por alguém. Nos tornamos adultos e o tempo nos diz: “Não sou infinito, use-me melhor”. E quando chegarmos à terceira idade, talvez você o abrace, sentindo gratidão ou talvez pense: “Agora é tarde demais”!

O tempo é voraz, insaciável, absoluto. Estamos sempre precisando dele, mas muitos de nós não o encontramos. Ele se esconde nos bons momentos, como num bate papo com os amigos, no afago ao filho, na conversa com os pais, no diálogo com a pessoa amada. Quando isso acontece ele passa rápido e nem percebemos…

Eu preciso de tempo para ler, escrever, organizar meus objetivos, ir ao supermercado, trabalhar, buscar o filho na escola, terminar um curso, planejar, fazer, agir, correr atrás…Preciso de tempo útil, que valha algo, que seja racional. Eis então que surge a doença, a dor, o sofrimento, e descubro que todo o meu tempo foi perdido. Não vou recuperá-lo, pois o deus Cronos nos vai devorando, minuto a minuto.

Precisamos sim de tempo inútil, para ir ao jardim e nada dizer, somente observar. Meditar, abraçar, jogar conversa fora, silenciar. Estamos envelhecendo e Cronos nos mostra isso a todo instante. Sofremos com o que os outros pensam de nós e estamos sempre fazendo algo para preencher o tempo, como se ele pudesse expandir, como um elástico. Por que necessitamos de tempo, se o que temos é desperdiçado? Para que mais tempo de vida, se vivemos de forma medíocre? É preciso refletir!

De quanto tempo precisamos? Um minuto, uma hora, um mês, um ano? Olhe para dentro de você e pergunte-se como está sendo gasto o seu tempo. Neste exato momento, estaria eu perdendo o meu tempo escrevendo este texto?

Penso que não, pois estou gastando o meu tempo fazendo o que gosto…

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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