Como saber que fiz a escolha certa?

Antes de responder a pergunta, é preciso fazer outra: o que é certo ou errado?

Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas, da roupa que vamos vestir para ir ao trabalho até mesmo se queremos continuar nesse trabalho. E aí surge a tensão, a angústia, o sofrimento. Decidir!

O cis da palavra decisão já mostra a importância de tomá-la: cortar. Quando tomo a decisão corto algo, em benefício do restante que deve ser melhor. Jogo fora uma parte e permaneço com a outra. Decidir é isso! Fazer escolhas, optar por um e não pelo outro.

A escolha tem muito a ver com o seu estilo de vida, com autoconhecimento, com quem você é, o que pensa, o que você (e não os outros) acredita ser importante na vida. É mais ou menos assim: eu escolho morar num apartamento pequeno em vez de morar numa casa com jardim, porque viajo muito, porque não gosto de receber as pessoas em meu lar, porque tenho poucos móveis, porque pra mim menos é sempre mais. Pronto! Tomei a decisão de acordo com o meu estilo de vida, conforme as minhas necessidades.

Antes de continuar a ler o texto, tente compreender o seguinte: o que é certo pra mim pode não ser certo para você. Simples assim! Dessa forma, escolher exige opções e dentre elas, talvez apenas uma seja possível. Veja o exemplo: alguém recebeu uma proposta profissional excelente, mas deverá morar em outra localidade, deixando a família e amigos. Qual a escolha?

Quando você se conhece, mesmo não sendo uma boa pessoa (e você nunca vai aceitar isso), já sabe a decisão que será tomada. Ora, se o dinheiro é importante pra mim, se meu lado profissional é mais relevante que o pessoal, certamente aceitarei a proposta. O que pesa então? A opinião dos outros. Mas quem são os outros? O quão eles são importantes pra mim? Mais uma vez as respostas são suas, estão dentro de você.

Mais importante que a escolha são as atitudes após ela ser feita. O seu comprometimento com aquilo que decidiu vai te trazer a certeza da decisão tomada. Esqueça, retire do seu dicionário a partícula “se”, pois ela não existe. Se você tivesse escolhido outro caminho, certamente as dúvidas também estariam pairando sobre sua cabeça.

Por fim, entenda que você deve se sentir abençoado por poder fazer escolhas, sejam elas boas ou ruins. Agradeça todos os dias por ser livre!

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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