É possível ser feliz?

Começo dizendo que “não”!

Ser feliz não é para quem quer ser, e sim para quem não se importa com a felicidade. O mesmo vale também para o sucesso, afinal, para muitas pessoas ter sucesso é sinônimo de felicidade.

Não é possível ser feliz num mundo repleto de desejos. Sócrates dizia que “o desejo é a falta”. Se realizo meu desejo, ele não mais me falta, e se não me falta, não é mais um desejo. Passo então a desejar algo novo…e assim segue a vida.

Para as pessoas felicidade é sinônimo também de posse, de propriedade, seja de bens materiais, seja de pessoas. “Só consigo ser feliz ao lado de fulano”, diria a namorada ciumenta e possessiva. “Se eu tivesse aquele carro, minha vida seria mais feliz”. Se fosse tão simples assim, ricos nunca suicidariam, não seriam depressivos, afinal de contas se o ter é tão fundamental no projeto de vida feliz…

Não é possível ser feliz vivendo a vida dos outros. Não é possível ser feliz vivendo uma vida padronizada, que não seja minha, e sim de uma sociedade que me sugere um estilo ou um modelo de felicidade. É impossível ser feliz não sendo você mesmo, já que você é único e não existe ninguém igual a você.

Alguns vão me chamar de pessimista, outros mais ofensivos dirão que sou mal amado ou que estou de mal com a vida. Compreendo a todos, mas ser feliz não é pra qualquer um!

É por isso que termino o texto dizendo que “sim”, é possível ser feliz!

No momento em que você se reconhecer como um ser finito e insignificante, e compreender que a felicidade está dentro de você e não mais nas coisas e nas pessoas, talvez você comece a entender um pouco o que é ser feliz.

É como muitos dizem “a felicidade não está no destino e sim na viagem”. Por isso digo, continue o seu caminho ou a sua viagem, mesmo não sabendo ao certo aonde vai chegar. Eu não sou feliz, porque ainda não conheço o caminho, mas também não estou preocupado em encontrá-lo! Talvez essa minha “não-procura” seja um indício ou uma luz para que eu encontre essa tal felicidade…

Publicado por Ralph Neves

Não sei bem me definir...Gosto de escrever, talvez porque gosto muito de ler. Sou curioso e tenho muitas dúvidas, mas não sou cético, porque acredito em muitas coisas e ao mesmo tempo não creio em nada. Muitas vezes penso que sei, e descubro que não sei nada. A frase atribuída a Descartes ajuda a me definir: "Daria tudo que sei pela metade que ignoro". Estou sempre procurando e talvez não encontre, mas o que realmente importa? Certamente é o caminho da busca...

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